Como é viajar para Bangkok de Ethiopian Airlines

Em fevereiro de 2016 voamos pela primeira vez de Ethiopian Airlines. Segue a nossa experiência nessa cia aérea:
O voo das 3h30 partindo de Guarulhos para Addis Abba (Etiópia) só abre o check-in cerca de 2 horas antes, mas… Chegamos cerca de 3 horas antes e o GRU já tinha “organizado” uma fila distante da área do check-in. Dica: a companhia não possuem uma área exclusivamente dela, daí, passando pelo terminal 2 “D” antes do horário de abertura do check-in, onde estiver a Air-Maroc, lá será a Ethiopian.
Já esperava algo desorganizado, mas não daquele jeito. Quando liberaram os que estavam na fila para finalmente iniciarem o check-in, muitas pessoas que não estavam na fila simplesmente entraram para a área de check-in e foram as primeiras a serem atendidas – entre eles: brasileiros, chineses, etc. Conversamos com alguns funcionários ou que realizavam check-in da Ethiopian (pareciam terceirizados) ou do GRU e finalmente acabaram controlando a fila para não ter mais “furões”.
No final, acabamos descobrindo (por conta própria, porque ninguém havia avisado) que a entrada para o check-in mais à direita, que era reta e não fazia ziguezague, era tanto para preferencial quanto para quem já havia feito o web check-in, ou seja, cortamos uma meeeega fila, mas de maneira correta. Outra dica é essa: faça o web check-in, imprima os cartões de embarque e localize a fila correta, com certeza evitará alguns transtornos.
A aeronave do trecho GRU-ADD é muito boa: cadeiras confortáveis e espaçosas e com algumas opções de entretenimento (depois de rodar 3 filmes, não que tenha assistido algum por inteiro hehehe, parou de funcionar… Acabei escutando música, já que assistir a única coisa disponível, rota do avião, estava meio entediante). Eles disponibilizaram uma cobertinha, almofadinha e fones de ouvido.

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Aeronave de Guarulhos para a Etiópia

Enquanto a aeronave era boa, o serviço… Bem, esse era peculiar. Quando entregaram a 1a refeição não ofereceram opção nem de prato nem de bebida, como se já soubéssemos previamente o que seria servido. Cerca de 6 horas depois dessa refeição estávamos morrendo de fome e vimos alguns passageiros comendo em pé, na área dos comissários. Fomos lá e matamos nossa fome: pão com presunto e queijo. Delícia! Achamos bem esquisito esse self-service, mas… Ficamos bem felizes depois, barriga é cheia é bom demais! Quase uma hora antes do desembarque eles haviam terminado a entrega da 2a refeição, dessa vez ofereceram: carne ou peixe.
Chegamos em Addis um pouco antes do horário previsto e sem demora já pudemos desembarcar, dois ônibus já estavam aguardado para nos levarem para o saguão do aeroporto.

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Aeroporto de Addis (foto tirada na volta)

Confesso que me surpreendi positivamente com o aeroporto. Li relatos de que se assemelhava a uma rodoviária e que era bastante desorganizado, mas não achamos isso não. O que precisa saber sobre o aeroporto:
1- beeeem frio!
2- se entrar no seu portão de embarque, o nosso era o 17, não há opção de comida/bebida lá dentro, somente banheiros.
3- os preços de comidas/bebidas são beeeem caros: 8usd um sanduíche + 1 bebida! Sim, reparou que falei usd? Pois é, não se preocupe que não será necessário trocar moeda, os preços já estão em dólar, euro e libra! :O (pagamos 2usd por 1 água, pelo menos era de 1 litro, e 5usd por um cappuccino de umas 300mls). >> Spoiler: jantávamos em Siem Reap por cerca de 10usd!!
4- toda hora eles anunciam os voos e até te perguntam qual era o seu. Dentro do portão os funcionários passam chamando em voz alta pelo voo. Diferente, mas funciona!
Quanto ao trecho de Addis para Bangkok, li que era terrível! Novamente fomos surpreendidos: uma aeronave muito confortável e com diversas opções de entretenimento. Além de disponibilizarem, novamente, uma cobertinha, almofadinha e fones de ouvido, recebemos um kit com máscara de dormir, meia, pasta dental e escova descartável. 😉 A comida também estava bem gostosa! Olha aí as fotos:

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A VOLTA
Diferentemente do nosso check-in em Guarulhos, o check-in no BKK foi super de boa. O voo até Addis também foi super tranquilo, mas não tinha opções de entretenimento como na ida (dormimos ele todo, daí nem fez falta :P). A espera lá na Etiópia foi bem curta. Desembarcamos e já fomos direto para nosso portão, que era bem bagunçado mas dava certo, muitos voos saíam dele.
O voo de volta para o Brasil possuía entretenimento mas a comida, infelizmente, não estava tão boa quanto a da ida.

RESUMINDO
Com certeza, voaríamos novamente pela Ethiopian. O preço foi bom, houve pontualidade e as expectativas foram superadas!

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Como planejar uma viagem?

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Quando fomos planejar nossa lua de mel não tínhamos nenhum lugar específico que queríamos ir, queríamos vários! Rsrsrs Aí já começava o planejamento da viagem: tínhamos a quantidade máxima de dias que poderíamos ficar, a época, o que esperávamos da viagem, etc. Organizar uma viagem muitas vezes dá trabalho, ou muuuuito trabalho (como a viagem para o Sudeste Asiático/2016), mas é tão bom fazer um roteiro com a nossa cara. Caso prefira não ter nenhum, ou quase nenhum trabalho, basta contratar um pacote de viagem ou entrar em contato com uma agência de viagens para que eles organizem tudo pra você. Se preferir ter todo esse trabalho e economizar vários $$, seguem algumas dicas:

1) DURAÇÃO
Quantos dias você tem disponível? Esses dias podem ser em qualquer época do ano ou tem algum mês específico: “tenho apenas 12 dias de férias para gastar à partir de setembro”?
Saber o máximo de dias e a época que eles podem ser usufruídos é imprescindível.

2) QUANDO IR
Infelizmente, o festival de lanternas de Chiang Mai não acontecia quando fomos para lá (ele acontece normalmente em novembro). Então, saber quando acontece aquilo que você realmente quer muito ver/participar é tão importante quanto saber se a época que está pensando em ir é a melhor. Já pensou sonhar com Fernando de Noronha e ir na época que chove muito por lá? Praia com chuva não é tão legal =/

3) QUANTOS DIAS EM CADA LUGARcalendar-2
Pra fazer tudo que você quer, ou que acabou de descobrir que quer (hehehehe), quantos dias você vai precisar? Dá pra fazer: Paris, Londres, Berlin, Amsterdã, Roma, Lisboa, Madri, Barcelona (ufa!), em 20 dias? PERA!! Você não precisa conhecer TUDO de uma vez, talvez acabe não conhecendo nada… No roteiro turistão, em geral, cada cidade tem sua quantidade de dias exigida para conhece-la. CORTE cidades do seu planejamento de viagem. Sim, dói bastante, é difícil, mas a gente consegue. Ir só pra dizer que foi, pra fazer “check”, não é legal. Não se vê as coisas, tampouco as sente…

4) LOGÍSTICA
Considere SEMPRE os tempos de deslocamento. Para ir pra Tailândia gastamos 2,5 dias apenas com a ida e volta, isso porque pegamos uma das rotas que menos tempo se leva…
Se você vai para algunS lugareS e gostaria de aproveitar o máximo possível cada lugar, esse detalhe é muito importante. Verifique como irá ocorrer a locomoção entre as cidades: avião, carro, trem, ônibus…
Acabei de organizar nossa próxima viagem: Peru. E essa logística fará total diferença nos nossos (17) dias de viagem.

5) AGUARDAR A PROMOÇÃO
Pagar mais barato, por que não? Utilizamos os aplicativos tanto do Melhores Destinos quanto do Passagens Imperdíveis para sermos avisados das promoções de passagem que estão acontecendo.

6) COMPRA DA PASSAGEM
Às vezes essa tarefa não é nada simples. Se o destino é internacional, possivelmente seu cartão de crédito também deverá ser internacional. E em muitos sites (internacionais, não só de compra de passagem) são exigidas as confirmações do “Verified By Visa” e “MasterCard SecureCode”.visa
É, basicamente, como uma senha para realizar compras online. Cada banco tem sua exigência, mas todos devem ser cadastrados previamente: senha, pergunta/resposta, token, etc. É bom verificar com seu banco como obter o acesso para seu cartão, seja ele Visa ou Master.
Ahhh, usamos sites como: decolar, submarino viagens, entre outros, para cotar as passagens. PORÉM, fechamos diretamente com a companhia aérea, seja pelo site ou por contato telefônico. Porque pagar aqueles encargos desnecessários se dá para não pagá-los? 😉

7) HOSPEDAGEM
OBRIGATORIAMENTE: verifique a localização do seu hotel!!! Vai que ele é tuuuuudo de bom e é do outro lado da cidade, sendo que o que você quer é exatamente conhecer a cidade?
Já usamos: o site do próprio hotel, empresa de turismo, Hoteis.com e Booking.com. Mas em geral, utilizamos este último. E você pode usar as avaliações do Tripadvisor para uma infinidade de escolhas: onde comer, o que fazer, qual empresa contratar, onde ficar… (Obs.: observe se as últimas avaliações são recentes. Já descartamos a contratação de um passeio numa empresa de turismo relativamente bem cotada devido a última avaliação ter sido feito há mais de 3 anos. Será que a empresa ainda era tão boa quanto já foi? Enfim, leve isso em consideração)

8) MONTE SEU ROTEIRO
Com todos os outros detalhes já definidos dá pra juntar um monte de informação sobre o que você quer fazer no(s) destino(s). A internet e sua infinidade de blogs tão aí para isso 🙂
IMPORTANTE: Talvez seja bem interessante verificar os horários de funcionamento das atrações. Infelizmente, não deu para visitarmos o Mausoleu de Ho Chi Minh, em Hanoi, pois não estávamos na cidade nos dias “certos” (que era terça, quinta, sábado e domingo, SOMENTE de 08-11am). Ahhhh! Verificar se aquele restaurante que você PRECISA ir ainda fica onde você imagina que é, também, é muuuuito válido. No post sobre Cape Town você vai poder ver nossa saga para chegar no La Colombe).

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La Colombe

9) PASSAPORTE
Verifique SEMPRE a validade do seu passaporte! Em geral, os países aceitam passaportes com, no mínimo, 6 meses de validade.
Conhecemos algumas pessoas que tinham viagem ou para o dia seguinte ou para daí 3 dias e conseguiram resolver o problema do passaporte vencido. O passaporte emitido na hora, em caráter ultra emergencial, ocorreu na própria Polícia Federal, com a ajuda de funcionários que se sensibilizaram com a situação (era viagem de lua de mel na segunda-feira à tarde, descobriram sobre o passaporte no final do domingo, e graças à Deus e aos bons corações na PF conseguiram, madrugando lá, a emissão do passaporte ainda pela manhã da segunda. UFA!!)
No outro caso, tiveram que ir ao Na Hora (em Brasília temos esses postos do Na Hora com diversos serviços juntos: PF, Detran, Secretaria de Fazenda, etc.) e o passaporte ficou pronto em 24 horas.
Obs.: no site da PF é informado que o passaporte de emergência é emitido em até 24 horas do seu requerimento.

10) VISTO, VACINA E EXIGÊNCIAS
Cada país tem suas exigências: visto, vacina de febre amarela, quantidade mínima de $ para entrada (nunca me pediram pra verificar mas… Vai que pedem, né?), etc. Então, verifique bem antes quais são as exigências do seu destino para não ser barrado quando chegar lá.

MODO AVIÃO…
Assim que embarcamos os nossos celulares ficam em modo avião, e permanecem assim até voltamos! 😀 Mas e aí? Ficamos totalmente fora do mundo virtual? Não falamos com os nossos pais? E nos desligamos do mundo? Não, não é isso. Rsrsrs
Primeiro que o modo avião economiza bateria, segundo que ele evita qualquer problema futuro de uma conta absurda de celular quando voltar pra casa. Nada de roaming internacional, nem nacional. Por isso usamos o modo avião. Quanto à internet e ligações… Quando um determinado lugar tem internet (hotel, aeroporto, Mc Donalds, Starbucks, restaurante, no meio da rua, etc.) a gente ativa o wi-fi do celular e fica conectado, permanecendo no modo avião. Usando o aplicativo do Skype a gente pode ligar pra onde quiser: para fixo ou celular de qualquer lugar do mundo. Compramos R$ 25 em crédito e ele fica lá… Dura quase infinito rsrs. Do Whatsapp também é possível fazer ligações, mas só para celulares que possuam whats, e a qualidade da ligação às vezes não é tão boa.
Descobrimos recentemente o aplicativo Maps.ME. Dá para baixar o mapa do país ou da cidade que você deseja, depois é só utilizar todos as demais funcionalidades do app de modo off-line. Para organização de roteiro eu usava bastante os mapas que criava no Google Maps. Agora eu já marco direto no mapa baixado. Daí fica bem simples a organização do roteiro e durante a viagem já tá tudo lá, na palma da mão. Dá pra dispensar diversos mapas de papel e usar o aplicativo, além de verificar se o táxi está fazendo o trajeto “correto”.

Bom, é isso. Espero que tenha ajudado um pouquinho com a organização da sua próxima viagem! Se tiver alguma dúvida, basta deixar aqui nos comentários. 😉

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Chapada dos Veadeiros – em novembro de 2015

Cachoeira Santa Bárbara

Cachoeira Santa Bárbara

UM POUCO DA HISTÓRIA DO LUGAR

A Chapada dos Veadeiros é a região de cerrado de altitude do estado brasileiro de Goiás. Abrangendo vários municípios, dentre eles, São João d’Aliança, Alto Paraíso de Goiás, Colinas do Sul, Teresina de Goiás e Cavalcante, sua altitude ultrapassa 1600m. Tem esse nome devido aos caçadores de veado-campeiro. Em meados do século XVIII começaram a chegar os primeiros bandeirantes, levando consigo escravos negros, que logo fugiam para os vãos entre as montanhas, onde constituíam comunidades que até hoje vivem isoladas (kalungas), ao norte do município de Cavalcante. A primeira grande jazida de cristal-de-rocha da Chapada foi descoberta em 1912 e assim começou o povoamento de São Jorge, em função da tentativa de exploração desse mineral. Na década de 70 começaram a chegar novos tipos de habitantes às cidades da região: pessoas que deixaram a rotina estressante dos grandes centros urbanos em busca de uma vida melhor no campo.

Em 1980 dois fatos específicos, de origens diversas, porém complementares, tornam-se um marco decisivo para a realidade atual: eram os projetos Alto Paraíso e Rumo ao Sol. O primeiro projeto, de cunho governamental buscava instalar diversos equipamentos urbanos, tais como: hotel, aeroporto, asfalto, etc, visando criar, a partir do turismo e da produção de frutas nobres, um pólo regional de desenvolvimento do nordeste goiano. Já o “Rumo ao Sol” tinha como objetivo a instalação e desenvolvimento na área de comunidades alternativas, baseando-se em conceitos do naturalismo e do misticismo. O projeto, que era como um movimento hippye, atraiu a primeira grande leva de migrantes para a região. A partir daí, e com a implementação do Ecoturismo, a Chapada dos Veadeiros e as comunidades com ela relacionadas vem experimentando diversas transformações políticas, sociais e econômicas. A Chapada dos Veadeiros abriga o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, criado em 1961 e localizado no nordeste do Estado de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante e Colinas do Sul. (Fonte: Travessia Ecoturismo; ICMBio; Wikipédia)

DIA 1

Saímos cedo de Brasília e cerca de 2h30 depois já estávamos em Alto Paraíso.

Caminho para São Jorge

Caminho para São Jorge

Fomos direto para a cachoeira de Loquinhas. Para chegar em Loquinhas basta seguir as placas da rua principal da cidade. Por uma curta distância de estrada de terra você chega lá tranquilamente. Tem um estacionamento logo na chegada. O valor da entrada é R$ 20 por pessoa, mas conseguimos negociar esse preço. São, basicamente, 2 trilhas com diversos poços em cada uma. É uma caminhada muito tranquila, nem precisa de tênis, e pode ser um passeio de ½ dia e ideal para fazer com crianças, até de colo. A trilha é em passarela de madeira e margeia o rio, que forma vários pequenos poços.

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Nesse dia estava meio nublado e saímos de lá assim que a chuva deu sinal de vida. (IMPORTANTE: mesmo que não esteja chovendo exatamente no local que você estiver pode ocorrer tromba d’água – ou melhor, cabeça d’agua. O fenômeno é um grande volume de água que segue pelo leito dos rios, em forma de enxurrada, aumentando rápida e repentinamente o nível de um rio.)

Confesso que demoramos um tempinho pra entrar na água devido à falta de sol e à água ser beeeeem gelada! Rsrs Infelizmente, não vimos as águas transparentes e cores de esmeralda que fazem a fama do local mas imaginamos que num dia com sol seja beeeeem bonito! Mas valeu o passeio.

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Saímos de lá e procuramos um local pra almoçarmos, umas 13hrs. Nos chamou atenção diversos locais estarem fechados: lanchonetes, restaurantes, etc. Depois entendemos oporque… É que a cidade começa a se movimentar quando as pessoas retornam dos passeios, e isso começa a partir de 15hrs. Maaaas, tivemos uma baita sorte e fomos parar no Zu’s Bistro (que depois descobrimos ser no 1 – ou 2, toda hora oscila rsrs – do TripAdvisor). O local fica numa rua perpendicular à rua principal de Alto Paraíso e nada mais é que a varanda da casa da proprietária com algumas cadeiras e mesas. Um lugar mega simples mas com uma energia muito boa, uma ótima conversa com a dona Sra Vera (mais conhecida como Zu), e uns risotos de-li-ci-o-sos! O cardápio é restrito a, basicamente, massas e risotos. Porém, com sabores muito interessantes, como o de figos turcos com gorgonzola que estava incrível! Ah! Tem opção para vegetariano. Como o dia tava meio chuvoso e o tempo tava fechado, decidimos ir para o hotel relaxar e tomar um espumantezinho antes do jantar.

No caminho de Alto Paraíso para São Jorge paramos no mirante para contemplar o Jardim de Maytreia. É uma paradinha rápida mas… Um momento de contemplação. É um local lindo!

Jardim de Maytreia

Jardim de Maytreia

Ficamos hospedados em São Jorge na Pousada Bambu Brasil. Uma pousada bem gostosinha e aconchegante.

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Descanso antes do jantar…

Jantamos na pizzaria Papa Lua. Lá a massa é feita de batata. Uma delícia!

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DIA 2

Após um café da manhã bem reforçado saímos para o tão aguardado destino: Cachoeira Santa Bárbara. Mesmo com risco de chuva dirigimos até Cavalcante e (ufaaaaaaaaa!!) deu tudo certo. A viagem até a cidade é de 1h30 (se tiver hospedado em Alto Paraíso é meia-hora a menos). Você vai chegar na cidade pela Avenida Sílvio Ferreira e entrar na primeira rua à direita: Rua Um e seguir para a GO-241. Se estiver de GPS é só programar Comunidade Kalunga. A estrada é de chão e não é boa e parece infinita. Chegando na comunidade você contrata um guia, que é da própria comunidade, por R$ 70 e paga R$ 20 por cada pessoa no carro. Passamos numa casa/restaurante para encomendar nosso almoço (R$ 25 cada) e depois seguimos o caminho. Conseguimos ir somente até um trecho pois nosso carro era um pouco baixo para passar numa “poça” d’água bem fundinha que se formou no caminho. Deixamos nosso carro e pegamos uma “carona” (R$ 6 por pessoa, o trecho – beeeem carinha essa cachoeira né? Mas valerá à pena!) até o início da trilha à pé. Você pode começar a trilha antes, caso não pegue a carona, mas estava bem quente e o sol tava de rachar, já era meio-dia, então optamos pela “carona”.Falando de horário… A cachoeira está cercada de vegetação, tanto a “filha” quanto a “mãe”, e o melhor horário pra ver suas águas cristalinas é entre 11h e 14. Nesses horários ela recebe luz direta do sol e fica na sua famosa cor azul turquesa. (LINDA! LINDA!)

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Decidimos ficar nosso tempo todo ali, desfrutando tanto da Santa Bárbara “filha” (a menorzinha) quando da Santa Bárbara “mãe”. Daí não conhecemos a cachoeira Capivara, que também fica na comunidade.

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Santa Bárbara “filha”

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Santa Bárbara “mãe”

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Depois de curtir o visual e banhar nas águas meeeeeega geladas das estonteantes cachoeiras, foram umas 3 horas de diversão, chamamos nosso guia e fomos para o esperado almoço, já era quase 16hrs quando fomos comer! A comida era simples e tava deliciosa! Chegamos bem no final da tarde na nossa pousada, em São Jorge. Então, esse passeio para Santa Bárbara é de um dia inteiro e pode ser melhor aproveitado, não tão cansativo, se você tiver dormido a noite anterior em Cavalcante, mesmo que no final do dia vá para Alto Paraíso ou São Jorge, para passar o resto da viagem. Quanto a ir com crianças para a cachu… Vimos várias. Inclusive criança de colo! Então dá pra ir a família toda.

Neste dia fomos jantar na risoteria Santo Cerrado, em São Jorge. Confesso que foi um pouco complicado encontrar o local mas chegamos lá! Rsrs O local é uma gracinha e pegamos uma mesa sob as estrelas, bem bonito.

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Mesa sob as estrelas – Santo Cerrado

Infelizmente, neste dia eles estavam com um quadro reduzido e o atendimento não foi muito bom… Acabamos gostando mais do ambiente e da vista que da comida. Mas é possível que numa próxima visita à cidade a gente dê uma outra chance ao lugar, não deve ser por acaso que eles são o no 1 do TripAdvisor.

DIA 3

O dia amanheceu bem bonito e programamos de irmos de manhã ao Vale da Lua, já que é tão pertinho de São Jorge, e à tarde ou nas Cataratas dos Couros ou na Cachoeira Anjos e Arcanjos. Mas… Não foi bem isso que aconteceu! Rsrs O tempo lá, pelo menos nessa época, muda, e muito rápido!

Possivelmente uma das atrações mais conhecida no Veadeiros é o Vale da Lua. O rio São Miguel percorre as pedras de granito há mais de 600 milhões de anos e acaba esculpindo elas. O resultado é esse: crateras que lembram a da lua! (O preço é R$ 20 por pessoa e tem uma pequena caminhada até chegar nas pedras.)

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Tiramos algumas fotos (ou várias! Deu pra perceber rsrs) e depois de nos refrescarmos um pouco numa das piscinas naturais o tempo fechou. Tudo nublado. Daí o mundo desabou em água.

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Piscina no Vale da Lua

Ficamos mais de 1 hora debaixo de uma pedra esperando a chuva diminuir, e protegendo os equipamentos fotográficos. Quando a chuva virou chuvisco resolvemos ir embora. Foi aí que o chuvisco parou, olhamos para o céu e ele tava bem limpo, pelo menos na parte em cima do Vale. Obviamente, tiramos mais fotos e curtimos um pouco mais o local antes do chuvisco recomeçar.

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Foi o tempo certinho de chegarmos no carro e a tempestade desabou, novamente. Hora de almoçar, então. Em Alto Paraíso o tempo só estava nublado, sem chuva. Acabamos almoçando, novamente, no Zu’s Bistrô (será que a gente gostou? Rsrs). Devido ao tempo chuvoso e a distância descartamos ir nas Cataratas dos Couros e tentamos ir na Anjos e Arcanjos. Ir pra essa cachu não é uma tarefa simples. Não há muita sinalização quanto a de Loquinhas. A estrada é de terra e no meio do caminho você acaba passando dentro de uma cidade, e lá as placas não te ajudam muito… Depois de nos perdermos um pouco e de um pouco de rally chegamos lá! Mas… A chuva chegou junto! Kkkk Ficou pra próxima, então.

Decidimos voltar pro hotel e encerramos a noite numa das poucas opções de restaurantes abertos em São Jorge na segunda-feira: Lua de São Jorge. Uma pizza no forno a lenha bem gostosa!

Essa foi nossa 1ª experiência na Chapada dos Veadeiros. Com certeza, mudaríamos muita coisa nesse roteiro. Como, por exemplo, a hospedagem. A pousada que ficamos é uma graça, mas os passeios que escolhemos indicavam uma localização de pit-stop em Alto Paraíso. Depois dos erros, e vários acertos, seguem algumas…

DICAS:

1 – Tente escolher os passeios antes de ir, daí poderá economizar tempo (e gasolina $$) nos deslocamentos. Ex.: caso seus passeios se concentrem no Parque Nacional da Chapada, São Jorge seria o local mais apropriado para se hospedar;

2 – Caso vá para a cachoeira de Santa Bárbara vale a pena considerar dormir em Cavalcante na noite anterior ao passeio;

3 – Levem repelente. Obs.: a prefeitura de Alto Paraíso orienta tomar a vacina da Febre Amarela com no mínimo 10 (dez) dias de antecedência da viagem;

4 – Levem lanches e água/suco/isotônico;

5 – Seus almoços serão em torno de 15 ou 16 horas; e,

6 – Se puder, abasteça em outro local que não Alto Paraíso. O valor era absurdamente mais alto que os outros postos da região (e até de Brasília!), talvez por ser o único posto da cidade. Na volta pra Brasília abastecemos em São João da Aliança, R$ 0,16 centavos a menos que Alto Paraíso.

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